3º Igreja Presbiteriana Independente em Duque de Caxias – Bairro Jacatirão

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Historia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

Historia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

 O contexto histórico

Os missionários e as igrejas dos Estados Unidos deveriam ter percebido esse movimento inicial e deveriam também passar a atuar no sentido de emanciparem a Igreja Presbiteriana que aqui organizaram, mas não foi isso que veio a acontecer.
Na base de tudo estava um problema muito sério: o da preparação dos pastores para a Igreja Presbiteriana no Brasil. Desde a organização do Sínodo, em 1888, a questão que dividia a Igreja era a da criação de um Seminário Teológico. Os missionários do Norte dos EUA queriam-no em São Paulo, onde já possuíam uma escola (a atual Universidade Presbiteriana Mackenzie). Os missionários do Sul dos EUA queriam-no em Campinas, onde também já tinham uma escola. A conseqüência dessa divergência era que não se instalava, de fato, um seminário presbiteriano no Brasil.
O Rev. Eduardo Carlos Pereira e sua igreja envolveram-se diretamente na questão. Afligia-os o fato de não existir uma preparação adequada para os pastores da Igreja. Foi em meio a essa situação que, a partir de 1898, surgiu mais um problema: a questão maçônica. A origem da questão maçônica se deu através dos artigos de Nicolau Soares do Couto Esher, publicados em “O ESTANDARTE”, procurando demonstrar a incompatibilidade entre a maçonaria e a fé cristã. O assunto era polêmico. Vários pastores e missionários pertenciam à maçonaria.

Fatos Antecedentes

1859 – Chegada de Ashbel Green Simonton ao Brasil
1875 – Profissão de Fé de Eduardo Carlos Pereira na Igreja Presbiteriana de São Paulo.
1881 – Ordenação ao pastorado de Eduardo Carlos Pereira.
1887 – Eduardo Carlos Pereira lança o primeiro número da “Revista das Missões Nacionais”.
1888 – Eduardo Carlos Pereira é eleito pastor da Igreja Presbiteriana de São Paulo.
1892 – Eduardo Carlos Pereira arquiteta o “Plano de Ação”.
1893 – Surge “O Estandarte”, jornal sucessor de “A Imprensa Evangélica”.
instalação do Instituto Teológico, anexo à Igreja Presbiteriana de São Paulo.
1898 – Nicolau Soares do Couto Esher (Lauresto) escreve em “O Estandarte” sobre a incompatibilidade entre a fé evangélica e a profissão maçônica.
1901 – Eduardo Carlos Pereira lança seu livro “A Maçonaria e a Igreja Cristã”.
1902 – Apresentação de “Plataforma” eduardista.

O 31 de Julho

Já no final do século XIX, a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos estava dividida em duas partes, por causa da questão da libertação dos escravos e conseqüente Guerra da Secessão. Isso significava que o Brasil era alvo do trabalho de duas Igrejas Presbiterianas do mesmo país. Vários missionários que trabalhavam aqui eram filiados ao “Board” de Nova Iorque (Igreja do Norte dos EUA) e outros eram filiados ao “Committee” de Nashville (Igreja do Sul dos EUA). Nem sempre havia acordo pleno entre esses dois grupos de missionários.
Com o correr do tempo foi se formando um corpo de pastores brasileiros. E a complicação do Presbiterianismo brasileiro aumentou. Nem sempre os pastores nacionais estavam de acordo com a forma de trabalho dos missionários estrangeiros. Conseqüentemente, três forças distintas estavam presentes dentro do Presbiterianismo no Brasil: os missionários do Norte dos Estados Unidos; os missionários do Sul dos Estados Unidos, e os pastores brasileiros.
A respeito de muitas questões, esses grupos tinham opiniões diferentes. Talvez a mais importante delas tenha sido a questão da evangelização indireta. O fato é que vultosos recursos financeiros eram empregados em instituições de ensino criadas pelos missionários. Alegava-se que, através de tais instituições, o evangelho estaria influenciando a sociedade brasileira. Alguns líderes do Presbiterianismo brasileiro, porém, achavam que esses recursos seriam mais úteis se fossem empregados na evangelização direta. E é aqui que destacamos a figura do Rev. Eduardo Carlos Pereira.

Os fundadores

Na noite de 31 de julho de 1903, um grupo de 7 pastores e 11 presbíteros deixou a reunião do Sínodo (da então Igreja Presbiteriana do Brasil), liderados pelo Rev. Eduardo Carlos Pereira, para fundar a “EGREJA PRESBYTERIANA INDEPENDENTE BRAZILEIRA”, segundo a ortografia da época. No dia seguinte, 1 de agosto, organizaram-na oficialmente em “Presbitério Independente”. Outros quatro presbíteros foram arrolados entre os fundadores da Igreja (ficaram conhecidos como “fundadores do dia seguinte”).
Os pastores fundadores eram:

Eduardo Carlos Pereira

Alfredo Borges Teixeira

Bento Ferraz

Caetano Nogueira Jr.

Ernesto Luiz de Oliveira

Otoniel Mota

Vicente Themudo Lessa

A liderança  maior

Eduardo Carlos Pereira nasceu em 1855. Em 1875 fez sua pública profissão de fé, na Igreja Presbiteriana de São Paulo, perante o Rev. G. Chamberlain. Cinco anos depois, iniciou sua carreira ministerial na cidade de Campanha, estado de Minas Gerais. Em 1884, juntamente com Remígio Cerqueira Leite, fundou a Sociedade Brasileira de Tratados Evangélicos, visando a publicação de opúsculos para evangelização e disseminação do protestantismo. Nessa Sociedade já estava, em embrião, tudo aquilo que Eduardo Carlos Pereira representaria para o presbiterianismo brasileiro. Algumas características dessa Sociedade eram:
Recursos nacionais – Seria sustentada por recursos financeiros oriundos do Brasil;
Cooperação interdenominacional – Teria espírito de cooperação com outras denominações brasileiras, evitando publicar textos sobre temas e assuntos de controvérsia entre elas;
Autores brasileiros – Publicaria trabalhos escritos por autores nacionais;
Temas relevantes – Preocupar-se-ia com temas de relevância na realidade nacional

O crescimento

A IPIB nasceu pequena. No entanto, o fervor inicial, que era muito grande, propiciou à Igreja um crescimento muito expressivo. Em pouco mais de dez anos, a nova Igreja quase alcançou o mesmo número de membros da Igreja Presbiteriana, da qual saíra em 1903. Era tão impressionante esse crescimento e tão significativo esse fervor que a IPIB ganhou um carinhoso apelido: “Igrejinha dos milagres”! Os estudiosos sugerem que três razões colaboraram, e em muito, para esse crescimento inicial dos presbiterianos independentes:
A pregação anti-maçônica – ainda inflamados com o tema que determinou o nascimento da IPIB, conquistaram muitos simpatizantes com essa pregação, que afirmava a pureza doutrinária da Igreja de Cristo;
O deslocamento de crentes para outras regiões do país – no início do século XX muitas famílias mudaram-se para novas regiões de povoamento, particularmente em partes do Estado de São Paulo, Minas e Paraná. Isso levava a mensagem evangélica junto com as famílias migrantes;
A evangelização propriamente dita – sem dúvida, diante da necessidade do anúncio do evangelho, os primeiros presbiterianos independentes eram muito fervorosos, trazendo muitas pessoas, em especial parentes e vizinhos

Período Eduardista

1903

  • Nascimento da IPI.
  • Instalação do Presbitério Independente.
  • A IPI adota o “Livro de Ordem” da Igreja Presbiteriana
    como sua Constituição.
  • O Reverendo Caetano Nogueira Júnior é eleito o primeiro moderador
    da IPI.
  • O Reverendo Eduardo Carlos Pereira preside a Comissão Permanente
    de Missões Nacionais.

1904

  • Organização da IPI de Curitiba.
  • Organização da Primeira IPI de São José do Rio Preto.

1905

  • Instalação do Seminário de São Paulo.
  • O Reverendo Bento Ferraz empreende viagem missionária à Santa
    Catarina e ao Paraná.
  • A IPI de São Paulo troca o cálice comum pelos cálices
    individuais na Santa Ceia.
  • Ordenado o primeiro ministro da Palavra na IPI, o Reverendo
    Belarmino Ferraz.

1906

  • O Reverendo Bento Ferraz empreende viagem missionária ao Norte e
    Nordeste e fortalece a IPI na região.

 

1907

  • Organização da IPI de Jacutinga em Minas Gerais.
  • O Rev. Eduardo Carlos Pereira publica a primeira edição de sua
    “Gramática
    Expositiva”.

 

1908

  • Instalação do Sínodo Independente.
  • Organização da IPI do Rio de Janeiro.
  • Organização da IPI de Descoberto, no sertão de Goiás.

 

1909

  • O Rev. Ernesto Luiz de Oliveira contesta as conferências do
    cientista italiano Enrico Ferri, proferidas no Brasil.

1911

  • Organização da IPI do Natal no Rio Grande do Norte.

1912

  • Organização da IPI do Recife em Pernambuco.

1914

  • Inauguração do edifício do Seminário, na Rua Visconde de Ouro
    Preto em São Paulo.

1915

  • O Rev. Alfredo Borges Teixeira publica em “O Estandarte”
    a série de artigos intitulada “Controvérsia Batista”.

1916

  • Participação do Rev. Eduardo Carlos Pereira no Congresso do
    Panamá.
  • O Presbitério do Norte enfrenta problemas com pentecostais da
    Assembléia de Deus.

 

1917

  • O Sínodo franqueia os púlpitos da IPI e a Mesa da Comunhão aos
    pastores membros da Igreja Presbiteriana.

 

1919

  • O Sínodo rejeita proposta de incorporação de suas igrejas e seus
    obreiros do Norte às “Missões Estrangeiras”.
  • O Rev. Manoel Machado escreve em “O Estandarte” a série
    de artigos intitulada “Invasão Pentecostista”.
  • Organização da 2a IPI de São Paulo, no bairro da Bela Vista.

1920

  • O Rev. Eduardo Carlos Pereira lança o livro “O Problema
    Religioso da América Latina”.

1921

  • Organização da IPI de Cabedelo na Paraíba.

O Rev. Eduardo Carlos Pereira deixa a presidência da Comissão
Permanente de Missões Nacionais.

As forças leigas
No final dos anos 30 do século passado, a nossa Igreja sofreu um grande abalo. Uma divisão cindiu a IPIB em três partes: (1) os que ficaram, (2) os que saíram para formar a Igreja Presbiteriana Conservadora e (3) os que saíram para formar a Igreja Cristã de São Paulo (um grupo mais liberal). Dentre as razões para essa divisão estava a discussão doutrinária sobre as chamadas “penas eternas”, em que alguns afirmavam o perene castigo dos ímpios e outros defendiam o aniquilamento dos mesmos. Essa divisão levou para fora da Igreja Independente muitos pastores e líderes importantes, além de quase todos os professores do Seminário. (Para melhores informações sobre o assunto, pode-se consultar o livro “Um passado tão presente!”, publicado pela Pendão Real em 1983, em comemoração aos 80 anos da IPIB). Como resultado desse triste acontecimento, dois fatos importantes ocorreram:
O sacrifício dos pastores que ficaram
Só para exemplificar, o Seminário em São Paulo não fechou porque dois ministros da IPIB, os Revs. Roldão Trindade de Ávila e Adolpho Machado Correia, dividiram entre eles todas as matérias do curso teológico, evitando assim que o Seminário sucumbisse por falta de professores

 

A abertura nos anos 80

No princípio dos anos 80 do século passado a nossa Igreja carecia de uma modernização. O Brasil saía de um período difícil de sua história, marcado pelo autoritarismo, pela perseguição às idéias diferentes e pela falta de liberdade. Iniciou-se uma abertura política. A IPIB acabou acompanhando essa tendência, iniciando na mesma época um processo de abertura ministerial e pastoral. Esse processo constituiu-se em grande bênção para todo o arraial presbiteriano independente! Liderada pelo Rev. Abival Pires da Silveira (que foi presidente do Supremo Concílio, atual Assembléia Geral, por três vezes), a IPIB deu saltos de qualidade e de serviço no Reino de Deus:
Passou de um para três seminários teológicos;
Deu real impulso à obra missionária, planejando-a e executando-a através do ministério da Secretaria de Missões;
Desafiou a Igreja a agir com maior espírito diaconal, propondo a todas as igrejas locais que tivessem seu próprio projeto social (anteriormente só havia Bethel – Lar da Igreja, em Sorocaba, SP);

Dados Extraídos do Site da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

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